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Antonio Peticov

(Assis,São Paulo, Brasil,  2 de julho de 1946)

Pintor, desenhista, escultor e gravurista brasileiro.​

Nas palavras de Ricardo Viveiros: 

“Escadas, cérebros, labirintos, natureza, releituras de mestres, paisagens, objetos, cores, pessoas, partituras musicais, ferramentas e qualquer coisa aparentemente viva ou morta, real ou imaginária pode ser razão do trabalho desse artista sem fronteiras, viajante eterno pelos caminhos da imaginação.”.

 

Autodidata, aos doze anos de idade teve a certeza de que queria trilhar o caminho das artes. Filho de pai imigrante búlgaro, o pastor batista André Peticov, teve nele um grande exemplo de determinação que foi fundamental em sua busca pelo conhecimento.

Curioso por natureza, o jovem Antonio buscou informações em livros e revistas, desenvolvendo amor pela leitura, que o acompanha até hoje na forma de sua rica biblioteca. Afinal, foram décadas até o advento da Internet.

 

A infinidade de ambientes, elementos culturais, paisagens e pessoas com os quais deparou-se, foi registrada pelo um hábil assimilador das cores, formas, sons e sensações do mundo ao redor.

Sua formação artística constitui-se a partir de pesquisas pessoais sistemáticas em história da arte e pela sua integração aos movimentos artísticos de vanguarda na segunda metade da década de 60, em particular a Nova Figuração e o Movimento Tropicalista.

Especializou-se em Geometria Sagrada e na Seção Áurea imprimindo ao seu trabalho um forte caráter matemático. 

​Nesse sentido, destaca-se a sua afirmação de que Arte é vida!

 

Denota-se daí a compreensão do Universo todo como objeto de trabalho; Com percalços e dificuldades em sua trajetória, incluindo prisão e tortura durante a ditadura militar, trata-se de um exemplo de resiliência e originalidade, no que tange à superação pessoal e às marcas empíricas expressas em suas obras. 

Por conta das circunstâncias nada amistosas em território brasileiro, em 1970 mudou-se para Londres, onde ampliou seus estudos. No ano seguinte, transferiu a residência para Milão e, em 1986, mudou-se novamente, desta vez para Nova Iorque, só retornando ao Brasil em 2000.

Em mais de meio século de trabalho, a faísca das idéias e a disposição para criar são constantes. Afinal, se arte é vida, o artista mantém-se atento ao presente, curioso quanto ao futuro e consciente e amável quanto ao legado passado que construiu, tela a tela, obra a obra, consciente de que a Arte é a transformação do ordinário no extraordinário.

Ao longo de sua carreira seu trabalho foi difundido mundialmente através de capas de discos e de livros, assim como calendários, cartões postais e posters, geralmente associado às suas mostras.

Especializou-se em Ladrilhamento Periódico e Aperiódico possuindo a maior coleção de jogos matemáticos - quebra cabeças - do Brasil.

Comprovando que Arte é vida, a grande quantidade de obras (pinturas, desenhos, esculturas, gravuras, instalações, vídeos…), sempre produzidas com alegria e prazer, nunca foram um peso para ele, já que tudo o que fez foi o resultado do total envolvimento com sua obra.

Agora, cabe ao leitor e visitante da galeria envolver-se também!

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